
Ilustração: Marcelo Tolentino
Eu adoro Cosmopolitans e sou fã da Carrie Bradshaw; amo uma boa caipirinha – a do Souza e a do meu pai, de preferência. Porém, sinto que a mulherada tem deixado a desejar no quesito bebidas. Fico me perguntando por que a curiosidade que as move a experimentar novos restaurantes, pratos e ingredientes não as leva a fazer o mesmo com drinks e bebidas. As revistas e os sites femininos – que não são poucos- vivem ilustrando a mulher sofisticada, antenada, viajada e descolada dos dias de hoje. Na lista do que esta mulher precisa tem tecnologia, moda, design, cultura, viagens e comida. Mas raramente tem algo sobre bebidas. Por quê?
Está na hora de se interar mais sobre o assunto. Chega de deixar o homem escolher o vinho sozinho, de pedir o drink da Carrie e “caipirinhas docinhas” (de Saquê nunca mais, por favor. Descubra o quão incrível ele é simples e puro). Assim como funciona com as comidas, com as bebidas também é preciso treinar o paladar, deixar que ele evolua e amadureça.
Se você gosta de vinhos, comece a buscar outras coisas. Se bebe apenas brancos, comece a experimentar os tintos. Primeiro com um Pinot Noir, mais leve, e vá trocando por vinhos mais encorpados conforme o paladar for se acostumado, e saboreando, com o corpo da bebida. Você vai chegar a apreciar um Barolo, um Cabernet californiano e um Tannat do sudoeste da França.
Se você gosta de Cosmopolitans tente outros drinks. Vá do Mojito ao Mint Julep; do Apple Martini ao Dry ou Dirty Martini. O whisky terá sua vez, confie em mim. Eu mesma comecei com o refrescante Whisky Sour; passei para o Manhattan (meu preferido) até chegar ao Whisky On The Rocks (meu estágio atual). Um dia, eu ainda chego ao cowboy.
O que você ganha com tudo isso? Além de conhecimento e um paladar sofisticado (que cá entre nós é sempre um charme), ganha também uma gama enorme de coisas a serem saboreadas. Claro que cosmopolitans e caipirinhas continuarão a ter a sua vez, mas sair da zona de conforto é sempre válido.
